Aqui têm alguns dos meus textos. Derivam quase todos
Um pensamento sequencial.
Oh solidão agonizante.
Ela.
É empatia. Sim, pura empatia. Não só com ela. Estou agora em empatia, também comigo mesmo.
Eu agora sei o que sinto. Saber o que sentimos é, por vezes árduo. Os sentimentos são como caras de pessoas. Saber o que sentimos é como saber o nome de uma pessoa pela cara. Temos que a conhecer bem, decorar a cara. Não é que eu seja perito em pessoas... Mas sou-o em sentimentos. De facto, nunca me dei bem com pessoas. Essas tais criaturas, que por acaso estou incluído... Sou uma criatura demasiado complicada para sequer eu proprio me compreender. Compreendo melhor os sentimentos.
Por isso eu digo,
Com Ela... Atingi um estado superior à empatia. Estou em tamanha sintonia com Ela, que os seus batimentos cardíacos ecoam na minha cabeça. É um som agradável, é um som pacífico... É um som que eu amo, é um som que vem d'Ela. E sinto uma brisa quando Ela se desclaça daqueles movimentos tão perpétuos, que nem eu entendo como têm tanta beleza.
Ela.
Ela é bela. Ela renovou todo o meu conceito de beleza. Ela deixou-me ainda mais intrigado comigo: afinal eu achara uma pessoa bela. Um Ser Humano!
Pensei... Concluí que, ironicamente, o problema não está nela. O problema está em todos os outros. Sim, ela é a única pessoa que existe. De facto, as pessoas são belas, mas só existe uma pessoa:
Ela.
Eu sinto, sinto realmente. Atenção a todos! Suas criaturas, ajoelhem-se perante Ela, a pessoa, a beldade suprema.
Eu amo as pessoas. Odeio as criaturas.
Eu amo-A tanto.
Para mim isto é, agora que sei o que sinto, algo ainda maior que Amor, ou veneração.
É algo que nos faz chorar quando não vemos, algo que nos faz êxtase quando vemos, algo por que lutamos, por que sangramos.
Ela.
Ela é a razão de tudo. Ela criou este texto.
Ela.
Estou vivo. Quero viver. Por
Ela.
Eu sinto.
Eu agora sinto.
No meu íntimo, há um lugar que parece infinito, onde estão lá as coisas que Ela me faz sentir. Não sei ele existe, ou se apenas é fruto da minha imaginação... Fruto de um pensamento consecutivo, que parou quando pensou na imagem daquele sítio, e o fixou, e o baptizou, e o habitou. Talvez um pouco de ambos... Talvez o desejo o tenha criado e ele exista. Eu amo. Amo estar lá.
A minha mente é apaixonadamente demente.
É como se o meu Amor encarnasse em forma de mim proprio, por entre uma aura quente, macia e brilhante, e se ajoelhasse perante ti.
E tu também...
Eu acho linda a maneira como penetras os teus trajes...
Os teus trajes que usas, tão graciosos, que são como se falassem.
Eu acho bonito a maneira como te moves... Eu acho bonito a maneira como eu estou a sentir uma coisa tão colossal...
Porque, sim, tu também está lá, nesse mesmo lugar. O teu Amor encarnou-se na tua forma, como eu te vejo, e lá apareces... E sabes... Tu ajoelhas-te perante o meu Amor ajoelhado.
É o Amor. É o sentimento de querer submissão, de querer ser parte de alguém... e entregar-se...
É o sentimento que, por mais que seja explicado, as suas explicações serão ser sempre ridículas, porque exprimem tão pouco.
É o sentimento que sempre fará as palavras chorarem de abandono, por serem tão inúteis e fúteis.
É o sentimento que apenas Tu e eu sentimos.
Tu e eu, que somos um.
É, simplesmente, isto. <3
Memórias que trespassam.
Memórias que me deixam cicatrizes que eu amo.
Memórias que me mantêm vivo.
Fecho os olhos. (Aquilo acontece).
Eu quero dormir. (Não posso).
Eu quero tanto. (Não consigo).
Há memórias que me trespassam, que saem projectadas do que me rodeia. Que me trespassam o coração, e me param, por instantes.
Sinceramente, eu preferia esses instantes a alguns pedaços grandes da minha vida. São instantes em que as memórias são o principal. Em que se esquece o real, actual, cruel.
Momentos em que esta realidade tão incomodativa, que é o meu sobreviver, dá lugar às memórias doces, que são o meu amar.
Quando esse instante acaba, sinto a saudade. A saudade do instante que acabou de acontecer. Sentir a falta de apenas um instante, que aconteceu há poucos instantes...
Eu vivi quando aquelas memórias aconteceram (Como eu odeio que o passado seja passado). Aí eu vivi. Não agora, que escrevo isto. Não há pouco que me lamentava por o passado ser passado.
Cada vez mais acredito que, as memórias que trespassam, são a minha única razão de viver. São parte de mim, tal como as veias, o sangue, as mãos, a boca, a melancolia... tal como este coração que carrego ao peito, tal como o orgulho que tenho em carregar este coração. Aquele que me ofereceste. Não tenho outro. Tu sabes bem onde está o meu.
Odeio tanto a minha vida sem as memórias como odeio sobreviver.
Sobreviver é... doloroso. Sobreviver é estar a olhar para uma parede durante horas, a sentir a falta das memórias que não se tornam realidade no momento.
Este cheiro... Este cheiro tão encantador. Parece que me traz a sensação de te ter aqui. Parece que comprime um eternidade no instante de um trespassar de uma memória.
Durante a eternidade que foi aquele momento, eu vivi. Eu fui feliz.
Um dia, chegará o dia que não tenho mais que sobreviver. Tenho apenas que viver. o dia chegará, eu sei-o.
Eu amo.
Eu sei que amo. O meu coração não para. Tu sente-lo.
Eu juro... Preenches-me.
Eu prefiro sonhar. Vou deixar-me dormir.
Vou deixar-me acalmar pelos instantes eternos das memórias que trespassam. As tuas.
Vou desistir deste dia.
Vou Amar-te para sempre, como se a minha vida dependesse disso, porque depende. Só vivo, amando-te.
<3 Eu Amo-te.
É pouco o que me acalma.
Palavras... Não.
Melodias... Talvez.
É que, as palavras podem ser uma vastidão de coisas.
Existem as palavras que são o som que resulta da articulação da língua e do gesticular dos lábios de alguém.
Existem as palavras que podem nem sequer ter um som, de uma certa pessoa que nos é querida.
Eu sinto-me sozinho... sinto.
Porquê? Porque ninguém me diz as palavras que quero ouvir. Não quero ouvir sons vindos de bocas mal cheirosas. Quero ouvir palavras vindas de um coração calmo, sereno, verdadeiro e que me faça humedecer os olhos.
O que eu quero... o que eu quero ... é Ele.
Eu tenho.
Sim, eu tenho-o.
É o que eu preciso. Agora não só me sinto sozinho mas também indefeso. Sinto que nada sou sem Ele.
É Ele que me une com Ela.
Sinto a falta daquele silêncio enquanto fico parado, em pé a olhar para ela.
Está tudo parado, mas eu sei, sim, eu sei que o coração dela está a bater tão rapido como o meu.
Ele é isso. Ele é tudo o que tenho.
"Ele" é o Amor.
Eu sei que coisas terríveis se aproximam.
Vou sofrer tanto.
Mas, para o bem da minha existência, não te vás embora. Por favor...
Amar nunca foi tanto o meu sobreviver.
Eu nem sei porque estou a escrever isto neste sítio. Um texto que eu detesto.
Talvez não me importe.... Talvez já não me importe com nada.
Parar. Tenho que parar.
Parei.
" O lapis custa tanto a deslizar. Escrevo tão devagar e custa a esperar pelo final da frase. O meu lapis carrega pensamentos tão dolorosos e lastimosos. Pensamentos que ele arrasta com tanto esforço.
Como me hei-de livrar deles... ? Atirá-los para trás, fazê-los voar como o vento, parecendo tornar o seu peso desprezável? Quero tranformá-los em coisas tão leves como cinzas, ou qualquer outro resto de combustão. Mas... Como?
Escrevendo versos e frases livres de maldade e preocupação? ( Meu Deus, está a custar tanto escrever).
Maldito seja este lapis que acarreta toda a minha negatividade para o papel.
Maldito seja o mundo que acarreta em mim toda a sua negatividade. E maldita seja a negatividade por existir no mundo em tanta abundância. (O lapis move-se tão lentamente.)
É tudo pesado demais para mim. Preciso de morrer por uns tempos. Estou farto de correr atrás do mundo. Quero que ele corra atrás de mim, e eu... acima de tudo, quero ter o controlo. Amor é controlo na vida, e morro se o deixar.
(Dói-me tanto a mão.)
Está tudo tão pesado. Quase como que uma deturpação nas leis da gravidade. As minhas pálpebras obrigam-me a deixar os olhos entreabertos de sono. É cruel.
Vou parar.
Não consigo mais."
Eu, quando tentei escrever algo feliz.